domingo, 28 de Junho de 2009

um abraço nada virtual

Não sei o que escrever agora. Sobretudo depois de tanto tempo de silêncio. Se um houvesse já um mecanismo de escrita automática de pensamentos, seria muito diferente. Se tudo aquilo que nos vai na alma fosse passado para um papel (ou PC) ao minuto, ao segundo, sem restrições, sem censuras nem preocupações... o mundo podia até não ser um mundo melhor (não o seria decerto) mas uma parte de nós sentir-se-ia de certeza com menos um ou mais pesos em cima. Sobretudo se essa escrita nada de mais traria, do que a oportunidade de guardar o que nos vai na alma para mais tarde recordar. É o caso deste blog, e deste post também. Seguidores não tem, e leitores poucos ou nenhuns. Ninguém o deve ter adicionado àqueles blogroll muitos giros que dizem não só o blog como os últimos posts. ~
(...)
Mas ainda não é desta que vou abaixo. A tristeza que me invadiu no final da noite continua, não irá embora. É uma tristeza que remonta a quase vinte anos atrás, ao mais intrínseco do meu ser. E que agora se mistura com a tristeza de quem se deixou iludir e sonhou demais. Que se encantou pelo que não devia pois afinal podem existir principes encantados mas não existem contos de fadas. Os principes são isso mesmo: pessoas que um dia nos encantam e no outro desencantam.
Sei que um futuro risonho, alegre com amigos e projectos que gosta de fazer. Algo que agora me dá prazer e não seria possível assim se não me tivesse encantado e tomado algumas das decisões mais díficeis da minha vida. Hoje não posso dizer que me arrependa, mas custa sempre perceber e ter a certeza que tudo não passou dum encantamento. E que no fundo poderei estar contente, sorridente, mas não deixarei nunca de ser a pessoa triste que gosta tanto de abraçar e ser abraçada como todos os outros e olha com inveja os colegas que brincavam juntos enquanto ela estava sozinha. Custa ser ignorada por quem nós gostamos, custa que os nossos amigos nos vejam acima de necessidades mundanas, custa olhar para os amigos e saber que nunca irei ter a atenção que queria.

Se me perguntarem um dia porquê tantos amigos que conheci pela net... porque muito deles sinto muito próximos mesmo. Com quem falo todos os dias, nem que seja um sorriso, um beijinho virtual, e que sinto muito próximos. E que faz que com que quando os veja, não dê só os beijinhos da praxe mas um beijinho grande, um abraço apertado que só damos àquelas pessoas com quem temos muita intimidade. Aqueles abraços que damos tudo o que sentimos e recebemos de volta porque sabemos que essa pessoa sente o mesmo. Não sei se acontece aos outros, mas acontece comigo. Um abraço virtual bem real de quem não é de ferro nem inatíngivel, e gosta tanto de abraçar e ser abraçada como todos os outros. Sempre gostou. Mas que só agora, e com estes amigos todos, não tem de nem quer preocupar-se se um abraço apertado destes vai chocar com a bolha dos outros. Porque sabe que sabe tão bem a eles quanto o sabe a mim.

E sem querer dizer nomes pois muitos outros faltam, aqui o meu abraço virtual a todos aqueles que hoje daria um abraço bem real. E um beijinho muito grande para que continuem a fazer parte da minha vida. Preciso dos vossos abraços e carinhos porque é disso que o meu sorriso nasce... Do carinho de todos aqueles que demonstram que gostam de mim e que não se importem que demonstre que goste deles.


domingo, 15 de Março de 2009

O festival do chocolate


A ideia era ir lá, conhecer o Festival do Chocolate e comer uns pedacitos. No entanto o passeio levou-nos a mais sítios. O almoço foi na minha terra, Arruda dos Vinhos, no Restaurante Porta Um. Um espaço giro, com boa comida, acolhedor do qual já tinha saudades.

Depois partimos para Óbidos. Lá chegados e após uma sorte medonha no estacionamento, comprámos bilhete (pulseira) que deu direito ao primeiro chocolate da tarde. A caminho da entrada do recinto principal as milhentas lojinhas e banquinhas do costume, a vender mil e uma coisas e agora, também as especialidades doces. Além da sempre habitual ginja em copo de chocolate, aqui era fruta com chocolate, bolo de chocolate, chocolate quente... a pouca fome fez-nos continuar. Talvez na volta. A multidão era imensa e até custava andar por vezes. Quando chegamos ao recinto, e entre algumas diversões e exposições com centenas de pessoas na fila (parecia a Expo) lá vimos as bancadas de venda, as montras de chocolate, algumas peças de chocolate e outras coisitas mais. Não perdemos no entanto tempo em filas para tirar fotos com as esculturas. No dia em que for a uma casa de chocolate em que entre e possa comer parte dela (tipo casa Hensel e Gretel) falem comigo. Até lá, para ver os outros a comprar doces não vale a pena.
Acabei por não comprar nada. Nada me apelou a isso. Lá trouxemos como recordação a chávena do chocolate quente que nem sequer conseguimos acabar de beber.
E a ginginha e os copos de chocolate que lá tinha comprado no Natal cá continuam. Há espera de serem inaugurados por alguém que queira arriscar cá vir.
Aconselho a visita a quem ainda não foi conhecer. Quem já foi...pois se calhar não precisa voltar tão cedo, a não ser que goste muito de chocolate e não costume enjoar com estes produtos achocolatados. Uns melhores, outros bem piores.

A tarde acabou em correrias na praia norte de Peniche. E a noite, no japonês de Massamá. Um dia em cheio... um dia diferente.

sábado, 14 de Março de 2009

É tão bom

Obrigada a todos os que hoje me fizeram sorrir. Todos os que se lembraram de mim e não quiseram deixar de dar um beijinho. E sobretudo aqueles que me disseram para abrir as janelas e aproveitar o sol. Sobretudo aqueles que me aturaram hoje e têm aturado ao longo destes últimos tempos, e a quem dedico esta canção.

Mafalda, Luis, Isabel, Leonor, João P, Zé, El, Teresa, Paulo, Catarina, João O, Sofia, Saga, Clara, Bankinha, Pho, Anitia, After, Pedro, Sandra, Maria José, Augusto, Patricia, Caterina, Amaro. Um beijinho especial para o Rui e Filipa, para o Rui e Cilia, Hugo, Manuel e Otília. E um beijinho e maior e um grande abraço para aqueles que me aturaram: Manuela e João.

Ouvi-a na Vasco da Gama há quinze dias, quando ia ter com vocês. Tinha acabado de tomar uma importante decisão e o meu coração ardia por dentro. Mas ao ligar o rádio ouvi esta música. Um pensamento, um sorriso, um abraço para vocês. Obrigada aos dois. Adoro-vos e obrigado por me aturarem nesse dia, hoje e sempre.

domingo, 8 de Março de 2009

Back

Duma marcha de 11km.
Cansada, esgotada, e novamente sem vontade de fazer nenhum. Valha-me os filmes na TV para me distrair de tudo o resto.

Darkness



sábado, 7 de Março de 2009

Stress

tou farta de estar em casa. o SL ao menos ligado podia procurar companhia... mas não posso porque não tenho banda larga. beber um café, distrair, passear... se quiser vou ter de ir sozinha. sinto a falta de falar com alguém e ouvir, de conviver. mas na verdade são neste momento poucas as pessoas com quem falo regularmente. nestes últimos anos tenho me afastado de muitas pessoas reais, umas por ter deixado de contactar desde a faculdade, outras por me ter juntado com alguém, outras porque depois me distraía no SL e fazia lá mais amigos, outras porque as vivências RL e SL nos fizeram afastar. enfim. hoje sei que tenho listas com muitos contactos e amigos. mas sinto que vou ter de retomar aos poucos todos eles. para que não volte a sentir a falta de querer falar com alguém como a que sinto agora.    

Estrada de Telheiras, 146

Lição nº1:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº2:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº3:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº4:  não sair de casa para uma coisa destas sem ter o telefone de alguém presente. 
Lição nº5:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº6:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº7:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº8:  procurar bem na net possibilidades de morada e não me contentar com a primeira informação.
Lição nº9:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº10: aprender a não confiar no GPS.
Lição nº11:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº12:  confirmar mapa e trajecto na maporama ou viamichelin, só para teres uma ideia.
Lição nº13:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº14:  aprender a não confiar no GPS.
Lição nº15:  aprender a não confiar no GPS.













Bem agora a frio e depois de ter aprendido pelo menos uma lição, vejo que o GPS até não me enganou. Afinal eu tinha colocado a morada da net "Estrada de Telheiras" e como não tinha achado número de porta, "Qualquer número". Mas não quis acreditar por onde o GPS me tinha levado. E passei por n ruas de Telheiras e arredores, descobri sei lá quantas zonas, passei pelo parque dos príncipes, pela quinta dos inglesinhos, pela rua dos café engraçados, por ruas cheias de prédios e gente, escolas...até no IRJ ia entrando... devo ter palmilhado de carro toda a zona, confirmado 100x o que GPS dizia, sei lá mais o quê. Acabei de desistir hora e meia depois, já devia a tertúlia ter acabado e eu continuava sem saber sequer onde estava a decorrer.

Agora a frio percebo que bastava o número 146 mas a pressa de tirar a morada no emprego não ajudou. Ia lá eu imaginar na altura que a estrada de telheiras é daquelas esquisitas que começam, acabam, dão sei lá quantas voltas e a não ser que saibas exactamente onde queres ir o mais certo é te perderes? Pensava que era só confiar que o GPS me levasse à rua certa e aí procurar uma casa apalaçada que parecesse ser uma biblioteca. Fiquei um bocadinho barafusa quando "cheguei ao meu destino" debaixo do Estádio de Alvalade. Afinal não estava a ver que naquele estádio novo estivesse um antigo solar transformado em Biblioteca. Mas para a próxima já sei. Nem que esteja a noite toda e palmilhe a pé até encontrar a maldita da rua. 

Desculpa menina... eu tentei ir. Mas não consegui. :(